Visão Geral do Mercado – Jan/26
- admgalapos
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O mês de janeiro marcou o início de 2026 com um ambiente de cautela e reprecificação de expectativas, combinando sinais de acomodação inflacionária, manutenção de juros elevados no Brasil e avanços graduais na agenda regulatória e institucional. O cenário segue desafiador no curto prazo, mas com vetores claros de reorganização estratégica para empresas e investidores ao longo do ano.
M&A: retomada gradual e foco em operações estruturadas
O mercado de fusões e aquisições iniciou 2026 em ritmo moderado, refletindo um período típico de menor volume após o fechamento do ano, mas com sinais de retomada gradual em operações estratégicas.
No Brasil, os investidores mantiveram foco em ativos resilientes e setores essenciais destacando-se movimentos de consolidação setorial, especialmente no agronegócio e infraestrutura, além de transações envolvendo participações minoritárias em empresas de tecnologia e serviços financeiros.
O padrão observado reforça a tendência que se consolidou em 2025: menos operações oportunísticas e maior seletividade, com foco em ativos de longo prazo, sinergias operacionais claras e estruturas contratuais mais robustas.
Incentivos fiscais e ambiente regulatório: ajustes, adaptação e planejamento
Janeiro foi marcado por um período de adaptação prática às mudanças regulatórias, com empresas avançando no entendimento operacional das novas regras e reforçando estruturas internas de compliance e planejamento tributário.
A agenda da reforma tributária seguiu no radar, com foco na preparação para a convivência entre o sistema atual e o novo modelo de tributação do consumo ao longo do período de transição.
Programas de incentivo à inovação, como Lei do Bem e instrumentos de fomento à P&D, continuaram relevantes, com maior atenção à documentação técnica, rastreabilidade dos dispêndios e aderência regulatória.
O início do ano também trouxe maior debate sobre a eficiência e a previsibilidade dos incentivos fiscais, reforçando a importância de governança e visão estratégica na utilização desses mecanismos.
O contexto indica que 2026 será um ano de execução e disciplina, no qual o acesso a incentivos exigirá cada vez mais organização, planejamento e alinhamento estratégico.
Tendências e insights de mercado
No Brasil, o Banco Central manteve uma postura conservadora, com a Selic ainda em patamar elevado, enquanto os indicadores de inflação seguem mostrando desaceleração gradual. O debate sobre o início de um ciclo de flexibilização monetária ganhou força, mas permanece condicionado à consolidação do cenário fiscal e à ancoragem das expectativas.
No cenário internacional, o início do ciclo de cortes de juros em economias desenvolvidas trouxe maior volatilidade aos mercados, ao mesmo tempo em que reacendeu expectativas de aumento de liquidez global ao longo de 2026. Para mercados emergentes, o efeito tende a ser positivo, porém seletivo, favorecendo países com maior previsibilidade institucional e disciplina macroeconômica.
Empresas iniciam o ano com foco em eficiência operacional, gestão de caixa e revisão de portfólio, refletindo um ambiente em que crescimento e prudência caminham lado a lado.
Destaque institucional
Em janeiro, a Galapos deu continuidade ao seu posicionamento como parceira estratégica em decisões críticas, apoiando empresas e investidores no início do novo ciclo econômico. As agendas do período estiveram concentradas em planejamento estratégico, estruturação de operações de M&A, avaliação de impactos da reforma tributária e desenho de estratégias para acesso a incentivos fiscais e financiamento à inovação.
O início de 2026 reforça o papel da Galapos como facilitadora de decisões complexas, conectando estratégia, execução e governança em um ambiente de transformação regulatória e econômica.
👉 Esta edição reúne os principais acontecimentos de janeiro e os vetores que moldam o ambiente de negócios para o início de 2026.




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