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M&A no início do ano: por que o 1º trimestre é estratégico para aquisições

O início do ano costuma ser visto como um período de planejamento e ajustes internos, mas para quem atua em M&A (fusões e aquisições), o primeiro trimestre é uma das janelas mais estratégicas para realizar aquisições. Não por acaso, muitos dos melhores negócios começam a ser desenhados justamente entre janeiro e março.


Neste artigo, você vai entender por que o 1º trimestre é tão relevante para M&A, quais fatores financeiros e comportamentais influenciam esse momento e como empresas compradoras podem se preparar para aproveitar essa janela de oportunidade.



O que muda no mercado de M&A no início do ano?


O mercado de M&A não funciona de forma linear ao longo do ano. Ele é fortemente impactado por ciclos financeiros, orçamentários e estratégicos das empresas.

No início do ano, alguns fatores se alinham:


  • Fechamento definitivo dos resultados do ano anterior;

  • Orçamentos recém-aprovados;

  • Novas metas de crescimento definidas;

  • Pressão por execução estratégica desde cedo.


Esse conjunto cria um ambiente mais propício tanto para compradores quanto para vendedores.



Por que o 1º trimestre é estratégico para aquisições?


O primeiro trimestre reúne condições que dificilmente se repetem com a mesma intensidade ao longo do ano.


Após o fechamento contábil e financeiro do ano anterior, as empresas têm uma visão mais precisa de:


Visibilidade clara dos números



  • Geração de caixa

  • Endividamento

  • Margens reais

  • Capacidade de investimento



Essa clareza reduz incertezas e acelera decisões de aquisição.

 


Orçamento disponível e foco em crescimento


Empresas com processo orçamentário recém-concluído têm maior clareza sobre a capacidade de investimento e as metas estratégicas para o ano. Isso favorece:


  • Aprovação mais rápida de investimentos em M&A

  • Menor competição interna por recursos

  • Maior alinhamento entre diretoria e conselho


Com o passar dos meses, o foco tende a migrar para correções e contingências.



Vendedores mais abertos à negociação


Do lado dos vendedores, o começo do ano também é estratégico. Muitos empresários:


  • Avaliam mudanças após o resultado do ano anterior

  • Reconsideram sucessão ou liquidez

  • Querem iniciar o ano com novos rumos estratégicos


Além disso, iniciar uma operação cedo aumenta a probabilidade de concluir a transação ainda dentro do mesmo ano fiscal, o que costuma ser atrativo.



Menor ruído emocional e mais racionalidade


O primeiro trimestre tende a ser um período de decisões mais racionais em M&A. Ao longo do ano, fatores como pressão por resultado, cansaço operacional e urgências acabam contaminando negociações.


No início do ano:


  • As agendas estão mais organizadas

  • A liderança está mais aberta a discussões estratégicas

  • Há mais disposição para estruturar bem o processo


Isso aumenta a qualidade das negociações e reduz riscos.



Vantagens competitivas para compradores que se antecipam


Empresas que entram no pipeline de M&A logo no início do ano costumam ter vantagens claras:


  • Acesso a ativos antes de processos competitivos

  • Mais tempo para due diligence aprofundada

  • Melhor capacidade de estruturar preço e pagamento

  • Integração planejada com mais calma


Antecipação em M&A permite maior tempo para due diligence aprofundada, negociação de estrutura adequada e planejamento de integração, reduzindo riscos e aumentando a qualidade da aquisição.



Principais erros em M&A no início do ano


Apesar das vantagens, algumas empresas desperdiçam esse período estratégico cometendo erros comuns:


  • Esperar “o mercado aquecer” para começar

  • Não ter tese de aquisição clara

  • Confundir oportunidade com urgência

  • Iniciar conversas sem preparo financeiro

  • Subestimar o tempo de negociação


O primeiro trimestre favorece quem chega preparado, não quem improvisa.



Como se preparar para aquisições no 1º trimestre


Para aproveitar esse momento, alguns passos são fundamentais:


  • Definir claramente a tese de M&A

  • Mapear alvos prioritários com antecedência

  • Estruturar capacidade financeira e jurídica

  • Ter critérios objetivos de avaliação

  • Contar com assessoria especializada desde o início


M&A bem-sucedido é resultado de método, não de oportunidade isolada.



Perguntas frequentes sobre M&A no início do ano


O 1º trimestre é melhor para comprar ou vender empresas?

É estratégico para ambos. Compradores têm orçamento e foco, enquanto vendedores estão mais abertos a discutir movimentos após o fechamento do ano anterior.


Operações iniciadas no 1º trimestre fecham mais rápido?

Em geral, sim. Há menos interferências internas e mais previsibilidade de agenda, o que acelera negociações bem estruturadas.


Vale a pena iniciar M&A mesmo com incertezas econômicas?

Sim, desde que a tese seja sólida. Momentos de incerteza costumam gerar melhores oportunidades de aquisição.



Conclusão: M&A é timing, método e preparação



O primeiro trimestre não garante bons negócios por si só, mas amplia significativamente as chances para quem se antecipa. Em M&A, o timing certo combinado com método e disciplina estratégica faz toda a diferença entre uma aquisição mediana e uma excelente.

Quem espera demais costuma entrar quando os melhores ativos já foram movimentados.




Avalie oportunidades de M&A com estratégia


Se sua empresa considera aquisições como alavanca de crescimento, o início do ano é o momento ideal para estruturar essa agenda com método e visão estratégica.


👉 Fale com um especialista em M&A e avalie oportunidades antes que o mercado fique mais competitivo.



 
 
 

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